guisos, que hace colar cada día y guardarlo en la orza mediana cuando
ya empieza a tomar sabor. Les da dos litros de aceite usado, cuatro pedazos
grandes de jabón y un buen trozo de tocino añejo para el caldo. E s
muy caritativa la Señora Doña Vicenta con sus dos criadas...» (pág 49).
Vistos los elementos estructurales de la obra, pasamos a s u valoración.
Tiene el autor habilidad para crear situaciones, contar historias con
humor socarrón y con fuerza dramática. Sabe inventar personajes independientes
y domina el lenguaje. No obstante, la novela moderna frente
a la tradicional pide concisión y sencillez en la manera de narrar. Por
tanto, para redondear la obra habría tal vez que seleccionar y condensar.
Hay demasiados personajes, se cuentan en ocasiones aspectos accesorios
para el desarrollo de la historia, algunas descripciones son detal
l i s t as en aspectos no poéticamente necesarios. E l narrador debe sugerir
y no mostrar directamente, y ello puede hacerlo seleccionando bien el
mundo recreado en la novela. Esto llevará al lector a captar por s í mismo
la intención del autor al escribir el libro. Precisamente esto es lo que no
hace Francisco Casas que en este caso, como narrador-personaje al final
de la novela, en s u última reflexión y como conclusión, especifica al
lector el sentido de la obra. No deja que el lector llegue por sí mismo a
deducir de la historia contada la realidad connotada.
No obstante lo dicho, es una novela de gran fuerza dramática, un
retrato de la sociedad rural con personajes creíbles, vivos y duros.
E n cuanto al último aspecto de nuestro análisis, la obra y su circunstancia,
nos detendremos únicamente en el movimiento y en las
fuentes literarias. Con respecto al primer punto, Ocho de enero se encuadra
en el movimiento tremendista de la novela realista. Por otro lado,
por lo que se refiere a las fuentes literarias, tal vez por ser la primera
novela que publica Francisco Casas se rastrean fácilmente. Veamos las
principales.
E l estilo de la novela se encuentra influenciado por dos corrientes,
siendo la primera de ellas la literatura clásica. Dentro de ésta, la fuentes
tomadas por el autor son, entre otras, la novela picaresca (en concreto
PURIFICACIÓN ALCALÁ ARÉVALO
p o r la p e r s p e c t i v a e n la q u e s e n a r r a n los a c o n t e c i m i e n t o s) y las o b r as
d e C e r v a n t e s y Q u e v e d o. Los m o d e l o s d e la n a r r a t i v a a c t u a l c o n s t i t u ye
la s e g u n d a corriente de i n f l u e n c i a m e n c i o n a d a. En este s e n t i do
F r a n c i s c o C a s a s i n c o r p o r a las t é c n i c a s n a r r a t i v a s a c t u a l e s c o m o la s e g u n d
a p e r s o n a n a r r a t i v a, el m a n e j o del t i e m p o y el u s o d e l l e n g u a j e c o l o q
u i a l y d i r e c t o.
C o m o p a r a d i g m a d e lo d i c h o r e s e ñ a m o s los s i g u i e n t e s c a s o s e n los
q u e s e o b s e r v a n los m o d e l o s l i t e r a r i o s c o n c r e t o s t o m a d o s p o r el a u t o r:
La f o r m a d e e s c r i b i r e s t á i n s p i r a d a e n C a m i l o J o s é Cela, d e q u i e n se
m u e s t r a u n leal a d m i r a d o r.
La c r e a c i ó n d e u n p u e b l o i m a g i n a r i o s i t u a d o e n t r e u n m a r d e o l i v os
d e n o m b r e Virimar, sin l o c a l i z a c i ó n g e o g r á f i c a p r e c i s a, e s u n a i d e a t o m a d
a d e W i l l i a n F a u k n e r r e c r e a n d o el m i t o d e r e g i ó n.
La e s t r u c t u r a n a r r a t i v a d e la o b r a es s e m e j a n t e a la u t i l i z a d a por
A n t o n i o M u ñ o z Molina e n El jinete polaco. En a m b o s c a s o s, u n p e r s o n
a j e s a l e del p u e b l o, v u e l v e a él d e visita y r e c r e a su v i s i ó n s o b r e sí
m i s m o y s o b r e l o s d e m á s h a b i t a n t e s d e l p u e b l o. N u e s t r o a u t o r n o e s c o n d
e la i n f l u e n c i a d e e s t e m o d e l o, p o r q u e i n c l u s o i n t r o d u c e e n su r e l a to
l o s n o m b r e s d e d o s p e r s o n a j e s d e El jinete polaco.
«... en las chapas oxidadas de la fundición Fuentes Cardona ¿Ramiro
Retratista, El comandante Galaz?... saboreas esos recuerdos y situaciones»
(pág 190).
A d e m á s d e e s t a s f u e n t e s g e n e r a l e s, si p o r m e n o r i z a m o s el a n á l i s is
p á g i n a a p á g i n a v e m o s e n t r e o t r a s las s i g u i e n t e s r e f e r e n c i a s l i t e r a r i a s:
En la p á g i n a d o c e, e n el p á r r a f o «con l a s m o z a s c o m o d e s c u i d e s... y
s e d e d i c a a la c e r v e z a y la tapa», e n c o n t r a m o s u n a i m a g e n t o m a d a de
J u a n Ruiz, A r c i p r e s t e d e Hita, e n su o b r a Libro del buen amor c u a n do
d i c e:
«Aristóteles dijo, y es cosa verdadera, que el hombre por dos cosas labora...
y la segunda era haber ayuntamiento con hembra placentera".
En la m i s m a p á g i n a d o c e la f r a s e «la e n f e r m e d a d y la m u e r t e n o r e s p
e t a n e d a d, s e x o... y... a e l l o s a l c a n z a e iguala», r e c o g e u n a i d e a t o m a d
a d e Las coplas de la Danza de la Muerte, de a u t o r a n ó n i m o d e l s i g lo
XIV.
I g u a l m e n t e r e f e r e n c i a s a u t o e x p l i c a t i v a s d e M i g u e l d e C e r v a n t e s y de
El diablo Cojuelo de V é l e z d e G u e v a r a las t e n e m o s e n las s i g u i e n t e s fras
e s:
6 86
APUNTES SOBRE EL ESTILO Y LA LENGUA DE FRANCISCO CASAS EN LA NOVELA
«Don Quijote no v o l v ió de su primera aventura y desventura maltrecho y
apaleado que los dos viejos Sujarrones aquella tarde de Santiago» (pág
2 8).
«te siente ávido de entrar hasta lo más oculto de sus casas como moderno
cojuelo» (pág 2 4).
La h i s t o r i a d e l m u c h a c h o q u e fue a D a m a s c o p a r a a p r e n d e r, está
r e c o g i d a d e la o b r a El camino delJufí de I d r i e s Shah.
Y d e s d e el p u n t o d e v i s t a i d e o l ó g i c o, las i d e a s s o b r e la j u s t i c ia
e x p r e s a d a s p o r el p r o t a g o n i s t a 5 t i e n e n la b a s e filosófica d e la o b r a de
F e d e r i c o N i e t z c h e.
T o d a s las f u e n t e s s e r á n m e n o s e x p l í c i t a s c u a n d o el a u t o r e n su
s i g u i e n t e n o v e l a, q u e e s p e r a m o s s e a p u b l i c a d a p r o n t o, v a y a e n c o n t r a n d
o su p r o p i o e s t i l o.
E s t a s i n f l u e n c i a s n o h a n m e r m a d o la o r i g i n a l i d a d d e l e s c r i t o r, p u e s,
c o m o h e m o s v i s t o d e s p u é s d e a n a l i z a r l o s d i s t i n t o s a s p e c t o s d e la o b r a,
s e l l e g a a l o m á s p e r s o n a l d e l a u t o r, a s u e s p e c í f i c a v i s i ó n d e l m u n d o.
La o b r a, c o m o h e m o s c o m e n t a d o a n t e r i o r m e n t e, es u n a u n i d a d en
c u y o c e n t r o e s t á el a u t o r, d e m a n e r a q u e e s s u e s p í r i t u el q u e c o n s t i t u y
e el p r i n c i p i o d e c o h e s i ó n i n t e r n a d e d i c h a o b r a y el q u e a p o r t a u n o
d e l o s a t r a c t i v o s d e la l e c t u r a.
5. Léase al respecto la pág 122.
BI B L I O G R A F ÍA
ALCALÁ ARÉVALO, R: Sobre recursos estilísticos en la narrativa de Miguel Delibes.
Universidad de Extremadura, 1 9 9 1 •
AMADO ALONSO: Materia y forma en Poesía, Gredos, Madrid, 1965. Poesía y estilo
de Pablo Nerida, Losada. Buenos Aires, 1 9 4 0.
AULLON DE HARO: Introducción a la crítica literaria actual, Playor, Madrid, 1 9 7 8.
BALLY, C H: El lenguaje y la vida. Losada. B. Aires, 1 9 7 7.
BARTHES, Y: Introducción al análisis estructural del relato, en W. A A. El análisis
estructural, B. Aires, 1 9 7 7.
BOOTH, W. C: La retórica de la ficción, Bosch, Barcelona, 1 9 7 8.
CROCE, B: Estética, nueva Visión, B. Aires, 1 9 7 3.
CARRETER, L: Estudios de poética, Gredos, Madrid. Estudio de lingüística, Gredos,
Madrid.
6 8 7
PURIFICACIÓN ALCALÁ ARÉVALO
DÁMASO ALONSO: Poesía española, Gredos, Madrid, 1 9 7 1.
GENETTE, G: Figuras III, Lumen, Barcelona, 1989-
GROUPE, M: Rbétorique genérale, Larousse, París, 1 9 7 0.
GUIRAUD, PiERRE: La estilística, Nova, B. Aires, 1 9 6 7.
HATZFELD, H: Estudios de estilística, Planeta, Barcelona, 1 9 7 5.
YLLERA, A: Estilística, poética y semiótica Literaria, Alianza Editorial, Madrid,
1974.
JAKOBSON, R: Questions de poetique, Jevil, París, 1973. Ensayos de lingüística
general, Seix Barral, Barcelona.
LOTMAN, J: Estructura del texto artístico, Itsmo, Madrid, 1 9 7 8.
MARTÍNEZ GARCÍA: Propiedades del lenguaje poético, Universidad de Oviedo,
1975.
RIFATERRE, M: Ensayos de estilística estructural, Seix Barral, Barcelona, 1 9 7 6.
SELDEN, RAMÓN: La teoría literaria contemporánea, Ariel, Barcelona, 1989.
SPITZER, L: Lingüística e historia literaria, Gredos, Madrid, 1 9 7 4.
SHUMAKER, W: Elementos de teoría crítica, Gredos, Madrid, 1 9 7 5.
TRABANT, J: Semiología de la obra literaria, Gredos, Madrid, 1 9 7 5.
VOSSLER, K: Filosofía del lenguaje, Losada, B. Aires, 1 9 6 8.
6 88 ... (ver texto completo)
las costumbres del pueblo: comidas, matanza... están llenas de sabor
costun:'n'ista, potenciado, además, por la incorporación al texto de canciones
populares.
En cuanto al lenguaje alternan dos niveles: el nivel culto-elaborado,
sin rasgos dialectales, presente en los monólogos o reflexiones y descripciones,
y el nivel coloquial-vulgar, a veces con rasgos específicos del
ambiente rural, dominante en los diálogos. Veamos un ejemplo de un
tipo y de otro:
De nivel coloquial:
«Su padre ya lo ... (ver texto completo)
d e la familia. La p e r s o n a n o e s t á c o n s i d e r a d a p o r sí m i s m a, p o r s u s p r o p
i a s c u a l i d a d e s. El d i s t i n t i v o f u n d a m e n t a l es la t i e r r a, p u e s el e s t a t us
s o c i a l v i e n e d e t e r m i n a d o e n f u n c i ó n del g r a d o d e su p o s e s i ó n. En e se
6 80
APUNTES SOBRE EL ESTILO Y LA LENGUA DE FRANCISCO CASAS EN LA NOVELA
s e n t i d o h a y u n a s e p a r a c i ó n r í g i d a e n t r e r i c o s y p o b r e s, ... (ver texto completo)
s u g e n t e, q u e c o n v e r t i d a e n «nubes d e p a l o m a s s o b r e las c a s a s d e t o d os
a q u e l l o s a los q u e ha c o n o c i d o, a h o r a t i e n e n la c a r a h e r m o s a c o mo
n i ñ o s » 4.
La h i s t o r i a n o es l i n e a l, p u e s el n a r r a d o r e n c a d a c a p í t u l o relata
a n é c d o t a s d e l o s p e r s o n a j e s del p u e b l o c o n e s c a s a r e l a c i ó n e n t r e sí, p e ro
c u y o c o n j u n t o, u n i d o a s u s r e f l e x i o n e s y r e c u e r d o s, c o n s t i t u y e n la h i s t
o r i a d e la n o v e l a.
En la n o v e l a c o n v i v e n, a l t e r n á n d o s e, p o r u n a l a d o, l a s d i f e r e n t e s h i s t
o r i a s d e los p e r s o n a j e s, c o m o p e q u e ñ a s n a r r a c i o n e s c o m p l e t a s e n sí
m i s m a s y t r a í d a s a la n a r r a c i ó n c o m o r e c u e r d o s q u e el n a r r a d o r t i e n e de
s u p u e b l o, y p o r o t r o l a d o, las r e f l e x i o n e s del p e r s o n a j e - n a r r a d o r surgid
a s al h i l o d e e s o s r e c u e r d o s.
Hay, p u e s, d o s f o c o s d e a t e n c i ó n e n la n o v e l a: p o r u n a p a r t e, la
m i r a d a h a c i a el e x t e r i o r, h a c i a el p u e b l o, m i r a d a q u e d a p i e, a s u v e z, a
o t r a i n t r o s p e c t i v a, i n t i m i s t a q u e b u c e a e n el p a s a d o y p r e s e n t e d e l p e r s
o n a j e. Lo q u e, a p a r e n t e m e n t e, es u n a e v o c a c i ó n e x t e r n a, se c o n v i e r te
e n u n a c a t a r s i s p e r s o n a l.
La u n i d a d d e la o b r a s e c o n s i g u e c o n la v i s i ó n d e l n a r r a d o r. Es el
m i s m o p e r s o n a j e el q u e u n e los d i s t i n t o s e l e m e n t o s e n t r e sí, p u e s t o do
e s t á v i s t o y n a r r a d o d e s d e u n m i s m o p r i m a: su «yo».
P o r el r e l i e v e h a y p e r s o n a j e s p r i n c i p a l e s y s e c u n d a r i o s. El n a r r a d or
p a r t i c i p a e n la o b r a c o m o p e r s o n a j e p r i n c i p a l q u e s i r v e d e h i l o c o n d u c tor,
ya q u e es s u r e c u e r d o el q u e r e c r e a la v i d a d e l o s d e m á s p e r s o n a j
e s.
D e n t r o d e los p e r s o n a j e s h a y u n a j e r a r q u í a. D e u n o s s ó l o s e c u e n ta
s u h i s t o r i a b r e v e m e n t e, n o c o n o c i e n d o de ellos el l e c t o r s u s p e n s a m
i e n t o s; d e o t r o s, e n c a m b i o, c o n o c e m o s l o q u e p i e n s a n, p u e s el n a r r a d
o r n o s ó l o l e s d a la v o z e n o c a s i o n e s p a r a d i a l o g a r c o n e l l o s y p a r a q ue
é s t o s l o h a g a n e n t r e sí, s i n o q u e t a m b i é n n o s o f r e c e s u s r e f l e x i o n e s íntim
a s. Es, p u e s, u n n a r r a d o r o m n i s c i e n t e. C o m o e j e m p l o d e p e r s o n a j es
4. Ocho de Enero, Pág. 79-
6 79
PURIFICACIÓN ALCALÁ ARÉVALO
f u n d a m e n t a l e s p o d e m o s s e ñ a l a r, e n t r e o t r o s, a Rafael, el t o r e r o, a m i go
d e l p r o t a g o n i s t a con el q u e m a n t i e n e a g r a d a b l e s c o n v e r s a c i o n e s; a
D i o s p e l e o, p e r s o n a j e q u e h a b l a d e t o d a s s u s e x p e r i e n c i a s y d e la h i s t o r
ia d e su v i d a, etc. U n o s s o n v i s t o s p o r el n a r r a d o r c o n a g r a d o, o t r o s,
p r i n c i p a l m e n t e los p r o t o t i p o s del c a c i q u e, c o m o C o m e a r r o z o D o ña
V i c e n t a, n o le r e s u l t a n g r a t o s.
La c a r a c t e r i z a c i ó n o p i n t u r a de los p e r s o n a j e s se r e a l i z a d e dos
m a n e r a s: p o r la p r e s e n t a c i ó n del n a r r a d o r y p o r l o s a c t o s y d i c h o s del
p r o p i o p e r s o n a j e. P a r a la c a r a c t e r i z a c i ó n u t i l i z a t a m b i é n la n o m i n a c i ó n:
el n o m b r e d i c e c ó m o es el p e r s o n a j e. Por e j e m p l o «Robarina» s e l l a m a el
p e r s o n a j e q u e se h a h e c h o r i c o c o n a c t i v i d a d e s d e h u r t o, c o m o b i en
s e ñ a l a s u a p o d o.
P o r s u s c a r a c t e r í s t i c a s l o s p e r s o n a j e s s o n e s t á t i c o s, e s decir, se p r e s
e n t a n e n c a s i l l a d o s y c a r a c t e r i z a d o s s i n e v o l u c i ó n p s i c o l ó g i c a. El p e r s o n
a j e p r i n c i p a l, s i n e m b a r g o, e s d i n á m i c o, p u e s m a d u r a a p a r t i r d e las circ
u n s t a n c i a s q u e vive y q u e le h a c e n tomar p o s t u r a en la vida.
E f e c t i v a m e n t e, el n a r r a d o r - p e r s o n a j e se e n c u e n t r a e n u n m o m e n t o vital
d e r e f l e x i ó n p e r s o n a l, e n u n e s t a d o d e á n i m o d e s o l e d a d y, a la v e z, de
n e c e s i d a d d e c o n t a c t o, d e a f e c t o s o c i a l. H a b l a m u y p o c o d e su vida,
a u n q u e r e a l m e n t e, el t e m a p r o f u n d o d e la n o v e l a está e n el c h o q ue
v i v e n c i a l p r o p i o. H a y u n a d u a l i d a d e n t r e el n i ñ o q u e fue, i n t e g r a d o en
el p u e b l o c o n u n a s c i r c u n s t a n c i a s e x t e r n a s, s o c i a l e s e i d e o l ó g i c a s m uy
d e t e r m i n a n t e s p a r a su f o r m a c i ó n, y el h o m b r e a c t u a l q u e, a p r i o r i, t i e ne
q u e e n c o n t r a r s e e n o t r a s i t u a c i ó n s o c i a l e i d e o l ó g i c a, p e r o q u e a p e s ar
d e e l l o y e n su i n t e r i o r d e s e a f u n d i r s e c o n el p u e b l o.
T o d o s los p e r s o n a j e s a p a r e c e n t a n b i e n c a r a c t e r i z a d o s q u e t i e n en
v i d a p r o p i a. P o d r í a d e c i r s e q u e e s u n a n o v e l a d e p r o t a g o n i s t a c o l e c t i v o.
Es u n o d e los a c i e r t o s d e la o b r a. A e s a c r e d i b i l i d a d o v e r o s i m i l i t u d a y u d
a n d o s a s p e c t o s. P o r u n l a d o, el n a r r a d o r, c u a n d o h a b l a d e c a d a p e r s
o n a j e, se a d a p t a al p u n t o d e vista del m i s m o, a su m a n e r a d e s e n t i r y
d e v e r la r e a l i d a d, y p o r o t r o, el n a r r a d o r n o s ó l o les d e j a h a b l a r c o n el
l e n g u a j e t í p i c o q u e les c a r a c t e r i z a, s i n o q u e t a m b i é n él m i s m o lo
e m p l e a c u a n d o e s t á c o n e l l o s. En e s e s e n t i d o, la m i s m a u t i l i z a c i ó n de
a p o d o s p a r a n o m b r a r l o s e s t í p i c o d e l a m b i e n t e r u r a l e n q u e s e d e s a r r o l
la la a c c i ó n.
E s t o s p e r s o n a j e s c o n s t i t u y e n u n a s o c i e d a d c e r r a d a, a g r a r i a, m e d i e val
p o d r í a d e c i r s e, d o n d e el v a l o r f u n d a m e n t a l e s t á e n la p o s i c i ó n social ... (ver texto completo)
APUNTES SOBRE EL ESTILO Y LA LENGUA DE FRANCISCO
CASAS EN LA NOVELA OCHO DE ENERO
PURIFICACIÓN ALCALÁ ARÉVALO
Universidad de Sevilla
RESUMEN
En este trabajo nos proponemos realizar un análisis estilístico de la novela
Ocho de enero en dos aspectos íntimamente unidos. En primer lugar, como una
estructura compuesta por un conjunto de elementos solidarios: realidad representada,
autor-narrador, lector y recursos técnicos. En segundo lugar, como obra
inmersa en unas determinadas circunstancias: ... (ver texto completo)
http://cvc. cervantes. es/literatura/cauce/pdf/cauce1 8-19/cauce18-19_41. pdf

.
prueba
vilma te deseo que se cumplan tus deseos sobre bailen, un saludo de juan pedro soneira perez.
Bailén hace años era un pueblo tranquilo donde los municipales eran del pueblo conocidos y algo mas agradables que los presentes ademas de plagar bailen de multas y sin sitio donde aparcar ya que el parking no lo llena pues... a joder a todos los vevinos de bailen sus aceras cada vez son mas anchas y sus lineas amarillas casi interminables. sus plazas ya no se preocupan del cuidadano que se quiera sentar en la plaza del relog por que no ay ni un arbol que te pueda dar sombra esta totalmente diseñado ... (ver texto completo)
Hola!
Respondiendo a tu replica, sólo puedo decirte que todo es a consecuencia de un país al cual no le preocupa el ciudadano de a pie, sino cómo se pueden enriquecerse a su costa.
No nos facilitan las cosas, nos las venden.
Yo tambien soy de Bailén, y lo que dices es cierto, pero por si te vale de consuelo esto está ocurriendo en toda España y sabes porqué, porque los españoles nos quejamos (con motivo) pero no actuamos, simplemente nos conformamos.
pedro mi numero de telefono es 962677043 ya te dare el de movil
Hola Diego! Soy tu primo Pedro, hijo de Isidoro estoy en Barcelona y de la tita maria te digo que esta bien. Ara mismo esta en la residencia de Cazalilla. Contesta y si quieres nos damos los telefonos.
hola pedro soy tu primo diego cuando quieras nos damos el telefono espero que te vaya bien a ti y a tu familia ahora que se que entras aqui mirare mas veces
es de alguna forma un homenaje a bailen, tenia buenos amigos, por ejemplo manolppocho de la calle de la iglesia, nos juntabamos para tomar unos chatos cono otros amigos, y primos, preguntar a pedro alegrias una nocha que fuuimos a la casa postas, todos los del apodo tocino, primos de mi madre, yo sali para la iglesia de casa de mi prima matea para casarme. juan pedro.
La verdad es que vivo en Chile, tengo antecedentes de Bailen, algunas grabaciones en festividades religiosas, folletos, Escudo, pegatinas enviadas de allá mismo y me llama la atencion sus gentes, la forma del lugar y la tradicion, en algun momento de mi vida, ya 4 años atras queria decididamente vivir ahi, tenía algo de romantisismo sus construcciones, al final nunca viajé y me quedé aqui en Santiago de Chile. Pero espero en algun momento retomar y poder conocer aquel lugar que me trae muchos recuerdos ... (ver texto completo)
hola soy hijo de cazalilleros y quisiera preguntar por mi tia maria urbano parras si alguien me puede informar de como esta de salud es hermana de mi padre diego que ya fallecoo ace 15 años si algien me puede informar se lo agradecare
Hola Diego! Soy tu primo Pedro, hijo de Isidoro estoy en Barcelona y de la tita maria te digo que esta bien. Ara mismo esta en la residencia de Cazalilla. Contesta y si quieres nos damos los telefonos.
Angel como puedes ver en la foto, los árboles altos que se observan, es el cauce del Rio Guadalquivir. La parte que está mas cerca del Fotografo, se llama Dehesa Vieja, del Término Municipal de Villargordo. Como puedes apreciar en la foto, se ven dos cortijos, uno mas retirado a la izquierda, y el otro mas cercano a la derecha, bien pues esa es la Finca de Mendez, del término municipal de Torreblascopedro (Jaén), yo sinceramente no se por que se le llama con ese nombre. Lo que si te puedo decir es ... (ver texto completo)
Gracias Paco, no era mi suegro era el abuelo de mi mujer, en cualquier caso gracias y un abrazo
Buenas, veran el abuelo de mi mujer era de villargodo, se llamaba Antonio Mendez Tirado. El tenía tierras alli que la familia, por circunstancias, acabó vendiendo una vez fallecido el abuelo. Al ver la foto de una finca en este foro con el nombre de "la mendez" me he preguntado si quizas fuera esa la finca del abuelo ya que si bien es verdad que mi suegra si conoció las tierras aunque de mi joven, mi mujer y sus hermanos no. Si alguien me lo puede aclarar se lo agradeceria. Un saludo desde Melilla
Angel como puedes ver en la foto, los árboles altos que se observan, es el cauce del Rio Guadalquivir. La parte que está mas cerca del Fotografo, se llama Dehesa Vieja, del Término Municipal de Villargordo. Como puedes apreciar en la foto, se ven dos cortijos, uno mas retirado a la izquierda, y el otro mas cercano a la derecha, bien pues esa es la Finca de Mendez, del término municipal de Torreblascopedro (Jaén), yo sinceramente no se por que se le llama con ese nombre. Lo que si te puedo decir es ... (ver texto completo)